Finalmente! Prometido para 2023, o Aeroporto de Brasília abrirá um shopping center em setembro. Com obras ainda em andamento, o centro de compras ficará localizado na via de acesso – a menos de 500 metros do terminal de passageiros -, e irá muito além das lojas pequenas que ficam dentro de um aeroporto.
Projeção divulgada em 2022 do shopping nos entornos do Aeroporto de Brasília
Com mais de 60 mil metros quadrados de área construída, o Partage Brasília terá mais de 130 lojas, mais de 3 mil metros quadrados de academia, um espaço de alimentação do Mané Mercado, 10 restaurantes e seis salas de cinema, além de um cinema a céu aberto.
O projeto atual foi criado pela Inframerica, concessionária do aeroporto, e está sendo erguido pelo Grupo Partage, responsável pela implantação, comercialização e administração de 16 empreendimentos em todo o país, sendo 14 shoppings já em operação.
Projeção divulgada em 2022
O projeto no Aeroporto de Brasília aposta em áreas abertas, com varandas sombreadas, espelhos d’água e vista para a natureza. Entre os diferenciais estão o parque central, com mais de 12 mil metros quadrados, áreas de shows, espaço para crianças, academia, um jardim para animais de estimação e o primeiro observatório aberto de pousos e decolagens da cidade.
Além do shopping, de acordo com informações publicadas recentemente pelo governo federal, o complexo aeroportuário terá um clube com piscina de ondas, com investimento de R$ 450 milhões que será anunciado em breve. Outra novidade é um centro de distribuição logística, orçado em R$ 35 milhões.
Projeção divulgada em 2022
Ao todo, de acordo com o governo, o aporte em Brasília será de R$ 1,1 bilhão. Parte desse valor virá por meio do programa Investe+ Aeroportos, que serve justamente para criar novos negócios perto dos aeroportos.
Anteriormente, o projeto que incluía o shopping, três parques temáticos (e não um clube com piscina de ondas) e centro logístico estava orçado em R$ 700 milhões, segundo informações da Inframerica quando houve o primeiro anúncio, em 2022. A primeira vez que se falou em investimentos dessa espécie, entretanto, foi em 2015.
Com o investimento no shopping, a Inframerica tenta encontrar uma forma de aumentar sua receita financeira, cuja principal fonte já vem de negócios não relacionados a operações aéreas. O Aeroporto de Brasília tem registrado sucessivos prejuízos, agravados pela pandemia.

No ano passado, o terminal da capital federal fechou com R$ 425 milhões em caixa referentes a receitas não tarifárias, justamente não relacionadas a passagens e companhias aéreas. As receitas tarifárias, por sua vez, ficaram em torno de R$ 300 milhões. Mesmo assim, o aeroporto encerrou o ano com um prejuízo de R$ 315 milhões, em razão, é claro, de suas despesas.
Atualmente, segundo o governo federal, cerca de 60% da receita dos aeroportos brasileiros já vem de atividades comerciais dentro dos terminais, enquanto 40% têm origem nas tarifas aeroportuárias. Na visão do governo, o estímulo a novas fontes de receita fortalece o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e reduz a pressão sobre o custo das passagens.

No relatório financeiro de 2025 do Aeroporto de Brasília, a empresa responsável pela auditoria dos números aponta que sucessivos prejuízos nos últimos anos “indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre sua continuidade operacional.”
Por isso, a Inframerica, que está à frente do aeroporto da capital federal desde o início da década passada, quer uma repactuação do contrato de concessão. A saída encontrada pelo governo: um novo leilão, que deve acontecer ainda neste ano. A atual concessionária será obrigada a participar do certame.
A empresa vencedora deverá fazer investimentos de R$ 1,2 bilhão até 2037, incluindo um novo terminal internacional, a construção de um edifício garagem e uma nova via de acesso ao aeroporto.
Baixe o app do Melhores Destinos e encontre passagens baratas para viajar no Brasil e para o exterior!
Fonte: melhoresdestinos.com.br