A aldeia de 115 habitantes que procura novos moradores é Santo Stefano di Sessanio, em Abruzzo, na Itália. Cercada pelos Apeninos e próxima ao Parque Nacional Gran Sasso e Monti della Laga, a vila medieval oferece subsídios, aluguel simbólico e apoio para negócios a quem quiser morar ali de forma permanente.

O problema central é o esvaziamento populacional. A aldeia tem poucos moradores fixos, muitos deles idosos, e precisa de gente nova para manter serviços, movimentar a economia local e evitar que casas históricas virem apenas cenário turístico.
Esse tipo de iniciativa aparece em várias regiões rurais da Europa, onde jovens saíram em busca de estudo e trabalho nas cidades. Em Santo Stefano di Sessanio, a resposta foi criar um programa que une moradia acessível, incentivo financeiro e projeto de vida comunitária.
O pacote foi desenhado para atrair moradores reais, não visitantes temporários. A proposta combina ajuda de custo, aluguel reduzido e apoio para abrir atividades ligadas ao turismo, à gastronomia, ao artesanato ou à cultura local.
A aldeia procura pessoas dispostas a morar ali por longo prazo. O programa costuma priorizar candidatos com menos de 40 anos, capacidade de residência legal na Itália e compromisso mínimo de permanência por cinco anos.
Também pesa a proposta de atividade econômica. Quem pretende abrir um negócio precisa mostrar que a ideia combina com a realidade da vila, seja em hospedagem, alimentação, serviços para visitantes, produção local ou experiências culturais.
Confira a seguir o vídeo do canal Viaggia Con Wallaece mostrando a cidade de Santo Stefano di Sessanio:
Santo Stefano di Sessanio fica a cerca de 1.300 metros de altitude, com inverno frio, neve, ruas de pedra e paisagens abertas de montanha. O verão é mais ameno e atrai visitantes interessados em história, trilhas, gastronomia e arquitetura medieval.

A oferta de casa, trabalho e subsídios chama atenção, mas a mudança para Santo Stefano di Sessanio exige planejamento real. Morar em uma aldeia de montanha significa lidar com distância dos grandes centros, clima rigoroso, comunidade pequena e uma rotina menos imediata do que a vida urbana.
O programa faz sentido para quem quer construir presença, não apenas viver uma experiência bonita por alguns meses. Quando moradia acessível, negócio viável e integração local caminham juntos, a aldeia ganha novos moradores e o recém-chegado encontra uma chance concreta de transformar montanha, trabalho e vizinhança em vida permanente.
Fonte: catracalivre.com.br