Tema que aparece com relativa frequência no setor, uma nova linha de produtos, que inclui aeronaves maiores, continua em estudo na Embraer. No entanto, o CEO da fabricante, Francisco Gomes Neto, afirmou nesta semana que a próxima decisão neste sentido passará, sobretudo, pela garantia de preservação financeira da companhia.

“Elas [as aéreas] querem que a gente faça mais. Elas amam competição. Mas então eles recebem uma oferta de um produto em um melhor acordo e isso muda. Queremos tomar a decisão correta para a companhia e minimizar o risco [de um novo ciclo de produtos]”, disse Gomes Neto, em coletiva com jornalistas em São José dos Campos.
Na prática, portanto, a empresa não tomará nenhum risco desnecessário para atender à demanda do setor. Segundo o executivo, a Embraer tem hoje uma posição financeira sólida, e não abrirá mão disso para lançar um produto novo.

Atualmente, a Embraer atua no segmento de aviões de alcance regional, de até 145 assentos – o E195-E2 é o maior deles -, e concorre diretamente com o Airbus A220. No degrau acima, em termos de capacidade, estão a família Airbus A320 e o Boeing 737 – e é neste lugar que a fabricante brasileira pode estar no futuro.
Em novembro do ano passado, o CEO da Embraer disse que a empresa estava olhando para um horizonte de até 10 anos ao considerar um portfólio com aeronaves “maiores do que o E195-E2“.
O flerte da Embraer com novos mercados surgiu em 2024. À época, o The Wall Street Journal afirmou que o projeto para aviões maiores ainda estava em fase preliminar e envolvia estudos de carga, de alcance e conversas com parceiros financeiros e industriais ao redor do mundo.
Com informações do jornal Valor Econômico
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Fonte: melhoresdestinos.com.br