Entre deixar um hidratante facial na geladeira ou em temperatura ambiente, essa dúvida pega muita gente no dia a dia. Dá vontade de usar tudo geladinho achando que, só por isso, o creme vai funcionar mais, durar mais e deixar a pele perfeita. A sensação de frescor é ótima, mas nem sempre combina com o jeito que o produto foi formulado para ter melhor desempenho.

A temperatura de armazenamento mexe diretamente na textura, na facilidade de espalhar e na sensação na pele. Géis e loções leves ficam mais firmes e refrescantes quando frios, o que agrada quem sente o rosto quente ou tem pele oleosa. Já cremes densos podem endurecer na geladeira, dificultando a aplicação uniforme.
Na eficácia, o ponto-chave é a estabilidade dos ativos. Vitamina C, retinol, ácidos esfoliantes e antioxidantes são sensíveis à luz e ao calor, podendo se beneficiar de um frio moderado. Porém, temperaturas muito baixas podem separar água e óleo, prejudicando a emulsão e o desempenho do hidratante.
Guardar o hidratante na geladeira não é regra geral: depende da fórmula, da embalagem e do objetivo do produto. Muitos foram desenvolvidos para ficar em temperatura ambiente, longe de sol direto e de fontes intensas de calor. O frio entra mais como um recurso extra de conforto do que como necessidade técnica.
Alguns tipos, no entanto, tendem a se comportar melhor quando refrigerados. Abaixo, veja exemplos de produtos que normalmente toleram ou até se beneficiam de temperaturas um pouco mais baixas, quando o rótulo não contraindica:

Alguns cosméticos sofrem mais com o frio intenso e prolongado, mudando de textura ou até de desempenho. Isso é mais comum em fórmulas muito ricas em óleos, manteigas ou filtros solares, que dependem de uma emulsão estável para funcionar corretamente na pele.
Em casos de separação visível, quando uma parte fica mais líquida e outra mais grossa, o produto pode até ser reaproveitado após chacoalhar, mas já não está igual ao que foi testado pelo fabricante. Por isso, é preferível seguir a indicação do rótulo e manter esses itens em local fresco, seco e protegido da luz direta.
Dermatologistas geralmente orientam começar sempre pela leitura do rótulo, respeitando as indicações do fabricante. Depois, vale ajustar conforme o tipo de pele: peles oleosas costumam se dar bem com hidratantes leves e frios, enquanto peles secas preferem cremes em temperatura ambiente, mais fáceis de espalhar sem atrito.
Para peles sensíveis ou em uso de ácidos, produtos calmantes e reparadores podem ser resfriados para uso pontual, trazendo conforto sem alterar a função principal. No dia a dia, porém, guardar o hidratante em armário fechado, longe de calor e luz excessiva, costuma ser suficiente para manter textura, eficácia e segurança de uso.
Fonte: catracalivre.com.br