Má notícia para quem sonhava com um hotel Hard Rock no Ceará. A rede anunciou oficialmente a retirada da marca dos resorts de Lagoinha e Jericoacoara após uma sequência de atrasos e problemas com a incorporadora parceira no Brasil. O caso já acumula milhares de processos de clientes que investiram nos empreendimentos cancelados. Entenda!
O grupo Hard Rock anunciou a chegada ao Nordeste em 2017 com dois resorts no Ceará: o Hard Rock Fortaleza, na Praia de Lagoinha, e o Hard Rock Hotel Jeri, em Jericoacoara. Os projetos prometiam seguir o padrão internacional da rede, com megapiscinas, lojas, restaurantes temáticos e estrutura de luxo, com gestão do grupo Hard Rock.
Os resorts funcionariam no modelo de multipropriedade (time-sharing). Nele, os clientes compram uma fração imobiliária que dá direito ao uso do empreendimento por algumas semanas ao ano. Guarde esse detalhe, ele será importante para entender os problemas enfrentados pelos compradores atualmente.
Como ficaria o Hard Rock Fortaleza após ser finalizado
A responsável por trazer a marca Hard Rock ao Nordeste e tirar os resorts do papel foi a incorporadora VCI S.A. (Venture Capital Investimentos). A venda das cotas em Lagoinha começou antes mesmo do início das obras e foi um sucesso. A promessa inicial era de entrega em 2020.
Mas a pandemia, somada a problemas de gestão, mudou completamente o cronograma. As obras em Lagoinha passaram a sofrer sucessivos atrasos, e os prazos foram sendo adiados ao longo dos anos. Mesmo assim, em janeiro de 2023, o Hard Rock Jeri foi lançado oficialmente e também teve cotas vendidas antes do começo das obras.
Em janeiro de 2024, veio a primeira grande punição. O Decon-CE aplicou uma multa de R$ 12,4 milhões contra a incorporadora por causa dos atrasos nas entregas e das dificuldades enfrentadas por clientes que tentavam cancelar contratos ou recuperar o dinheiro investido.
Como seria o Hard Rock Jeri
No fim do mesmo ano, a responsabilidade pelos projetos deixou a VCI e passou para a Residence Club. Pouco depois, o Decon aplicou uma nova multa, desta vez de R$ 6,6 milhões, porque a empresa seguia reajustando parcelas dos clientes mesmo com as obras atrasadas.
Já no início de 2026, o cenário ficou ainda mais preocupante. O canteiro de obras em Lagoinha foi fechado e até a famosa guitarra gigante instalada na entrada acabou sendo removida. Em maio veio a confirmação oficial: a Hard Rock International rescindiu os contratos de licenciamento por descumprimento da parceira brasileira.
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A Residence Club, atual gestora do empreendimento, afirmou que as obras continuarão e que os projetos manterão as características estruturais originalmente prometidas aos clientes. No entanto, os resorts deixarão de ter o nome, a marca e os serviços ligados à rede Hard Rock.
Complexo onde seria o Hard Rock Fortaleza. Foto: Thiago Gadelha
Hoje, o caso já se transformou em uma avalanche de ações judiciais. São mais de 3,7 mil processos movidos por investidores que compraram cotas do Hard Rock em Fortaleza e buscam reparação pelos prejuízos.
Enquanto isso, a Residence Club segue em busca de uma nova bandeira internacional para assumir os empreendimentos. Para quem comprou cotas apostando justamente no peso da marca Hard Rock, porém, a mudança dificilmente será bem recebida.
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Apesar da saída dos projetos cearenses, a Hard Rock continua apostando no mercado brasileiro. Na semana passada, comentamos sobre o início das obras do Hard Rock Gramado, um dos empreendimentos mais aguardados da marca no país.
Projeto mostra como será o Hard Rock Hotel em Gramado
Anunciado em 2023, o projeto na Serra Gaúcha começou oficialmente as obras em maio de 2026, após a conclusão dos trâmites e licenças. A incorporadora responsável é a Mundo Planalto.
O resort seguirá o modelo de multipropriedade da rede, com hotel e unidades compartilhadas. O projeto já soma cerca de 10 mil cotas vendidas, e a entrega da primeira fase está prevista entre outubro e novembro de 2028.
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Fonte: melhoresdestinos.com.br