Nos últimos meses, o chamado visual safari tem ganhado espaço nas passarelas e nas ruas, despontando como alternativa ao estilo minimalista que dominou temporadas anteriores. Grandes publicações internacionais de moda, como Vogue e Harper’s Bazaar, vêm destacando esse movimento, que valoriza peças funcionais, versáteis e prontas para acompanhar diferentes contextos, com inspiração utilitária, paleta de tons terrosos e detalhes práticos como bolsos amplos, amarrações e modelagens confortáveis.
O termo visual safari refere-se a um estilo inspirado nos trajes usados em expedições em regiões de clima quente, reinterpretados para o cenário urbano de forma sofisticada. Em vez de roupas temáticas, surgem tecidos leves, cortes modernos e acabamentos refinados, com jaquetas e camisas tipo safari como destaque, marcadas por bolsos frontais, abotoamento aparente e cintos que definem a cintura.
As cores são centrais nessa proposta, com tons de areia, khaki, caramelo, verde oliva e marrom combinados a branco, off-white ou preto. Materiais como algodão, linho, sarja e viscose garantem respirabilidade, enquanto a ideia de moda funcional privilegia peças que permitem movimento, suportam viagens longas e podem ser facilmente coordenadas.
Assista um vídeo no canal do Youtube Moda Ilustrada que fala sobre as principais tendências de moda funcional, o estilo safari chic e como usar saias envelope no dia a dia:
https://www.youtube.com/watch?v=uK4mC8n2XyE
O safari wear destaca detalhes utilitários que aproximam a estética aventureira da rotina urbana, mantendo a roupa “pronta para qualquer situação”. Bolsos, lapelas, pregas e fendas controladas aparecem em coleções de luxo e no varejo, reforçando a busca por modelos confortáveis, discretos e com boa capacidade de uso diário.
Entre os recursos mais recorrentes, alguns elementos ajudam a entender por que o visual safari se tornou uma alternativa ao minimalismo mais rígido:

No contexto do visual safari, as saias envelope ganham destaque por aliarem praticidade e ajuste fácil ao corpo, sem depender de zíperes ou fechos complexos. O formato em que uma faixa de tecido cruza na frente ou na lateral permite regulações rápidas, algo valorizado em viagens, mudanças de clima e rotinas intensas.
Estudos de design apontam que esse modelo traduz a ideia de movimento, sobretudo quando confeccionado em linho, tricoline encorpada ou sarja leve. Surgem versões com bolsos laterais grandes, pala frontal, fendas controladas e cinto do mesmo tecido, geralmente em modelagem midi reta ou levemente evasê, combinadas com camisas brancas, regatas neutras, coletes com bolsos e até couro ecológico caramelo.
Para adotar o visual safari de forma prática, muitas consultoras de imagem recomendam um pequeno guarda-roupa cápsula que funcione bem em trabalho, lazer e viagens. A ideia é escolher poucas peças bem pensadas, em paleta enxuta de tons terrosos e neutros, que se combinem entre si sem perda de conforto.
Um roteiro possível envolve definir de três a cinco cores principais, priorizar bases confortáveis como calças retas, saias envelope midi e vestidos leves, e acrescentar camadas utilitárias com jaquetas, coletes e camisas com bolsos. Calçados como sandálias baixas, tênis neutros e botas leves sustentam longos períodos em pé, enquanto acessórios discretos chapéus de abas médias, bolsas a tiracolo estruturadas e cintos em couro ou similar completam uma proposta versátil, organizada e alinhada às demandas de mobilidade contemporânea.
Fonte: catracalivre.com.br