A salada russa proposta por Jordi Roca troca a maionese clássica por uma lactonesa com leite, suco de laranja, conhaque, tabasco e páprica doce. O resultado mantém a cremosidade esperada do prato, mas ganha notas cítricas, leve picância e sabor marinho com conservas como mexilhões, amêijoas e berbigões.

A maionese clássica usa ovo para formar a emulsão. Jordi Roca substitui esse caminho pela lactonesa, uma salsa cremosa feita com leite e azeite, que chega a uma textura parecida, mas permite incorporar sabores mais ousados sem pesar tanto no paladar.
A troca também muda a leitura do prato. Em vez de uma salada russa densa, centrada em batata e maionese, a versão fica mais fresca, com acidez da laranja, fundo alcoólico do conhaque e calor discreto do tabasco.
A lactonesa funciona como o eixo da receita. Ela precisa ser batida até emulsificar, com o azeite entrando em fio sobre o leite, e só depois recebe os temperos que definem o perfil cítrico e levemente picante.
A proposta de Jordi Roca também se afasta da combinação mais comum de batata, cenoura, ervilha e atum. Ele usa conservas do mar, manzana, alface e funcho, criando uma salada fria com textura crocante, perfume vegetal e salinidade natural.
Mexilhões, amêijoas e berbigões em lata entram escorridos para não encharcar a mistura. A maçã deve ser cortada em cubos pequenos, a alface precisa vir bem seca e o funcho deve aparecer em quantidade moderada, porque seu aroma anisado pode dominar a lactonesa.

O preparo é simples, mas depende de ordem. Primeiro deixe todos os ingredientes sólidos secos e cortados; depois faça a lactonesa e misture apenas no fim, para preservar a textura das conservas e dos vegetais.
A salada russa de Jordi Roca mostra que a cremosidade não precisa depender sempre de maionese. A lactonesa entrega corpo, mas deixa espaço para o cítrico da laranja, o toque picante e o sabor das conservas do mar.
Para reproduzir em casa, o cuidado principal é evitar excesso de líquido: conservas bem escorridas, folhas secas e lactonesa firme. Assim, a salada chega à mesa fria, cremosa e leve, com personalidade de receita de chef sem perder a simplicidade de uma entrada compartilhada.
Fonte: catracalivre.com.br